segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Povos indígenas do Acre: mentiras históricas e história das mentiras



Lindomar Dias Padilha 

(Este texto é parte integrante do Dossiê Acre, publicado durante a Rio + 20, Cúpula dos Povos)

Localizar os povos dos quais falaremos nas próximas páginas me parece fundamental para que o leitor possa mais facilmente entender de “quem” e de “quando” estamos falando. Os povos indígenas em questão, apresentados aqui como Povos Indígenas do Acre, são os seguintes, divididos ainda por família lingüística: Pano (Poyanawa, Nukini, Jaminawa, Kaxinawa (Hunikui), Shanenawa, Yawanawa, Katukina, Jaminawa Arara, Kaxarari, Arara, Apolima-Arara, Nawa e Kontanawa ou Kuntanawa); Aruák ( Ashaninka, Mãxineri e Apurinã; Arawá (Jamamadi e Madjá (Kulina), não mencionados os povos que se encontram isolados e nem os Kanamari do Baixo Juruá. Todos porém habitantes da região denominada de Amazônia Ocidental. Compreendendo todo o Estado do Acre (maior parte) e parte do Sul do Estado do Amazonas (região de Boca do Acre e Pauini) e Noroeste do Estado de Rondônia (Extrema- Distrito de Porto Velho).

Os povos indígenas da região foram contatados desde o fim do século XIX. Primeiro para trabalharem nas frentes extrativistas depois transformados em seringueiros, barranqueiros, diaristas, mateiros, varejadores, caçadores nas fazendas agropecuárias e em peões[1]. Dessa forma, a situação destes povos só pode ser entendida dentro dos projetos e realizações da sociedade não indígena influente na região que primeiro se apropriou de seus territórios e depois de sua própria força de trabalho. A partir da década de 70 do século passado, com a chegada de organizações indigenistas e inclusive a FUNAI que, sob pressão, instala uma ajundância em 1976, inicia-se um processo de tomada de consciência dos direitos indígenas, apesar da falta de vontade do governo brasileiro, especialmente do direito sobre seus territórios e o usufruto exclusivo sobre eles. 

Por se tratar de lutas mais amplas por direitos e liberdades, a questão indígena passa a ser inserida nos debates e articulações junto aos mais diversos movimentos: CEBs, Seringueiros, ribeirinhos e camponeses por meio especialmente dos sindicatos. Os povos indígenas se articulam ainda em movimentos próprios conhecidos como Movimento Indígena. As lutas comuns e a busca de unidade perpassam toda a década de 80 e se canalizam para a constituinte, onde se manifesta de forma mais expressiva

É inegável que a luta e as mobilizações indígenas, juntamente com as organizações de apoio, foram decisivas para garantir na carta maior deste pais os dois artigos sobre direitos e garantias aos povos indígenas, artigos 231 e 232 da Constituição Federal. Entretanto, e lamentavelmente muitos não compreenderam bem, não basta garantir direitos em papel. O direito se conquista na luta e sua efetivação e aplicação só ocorre mediante cobranças, fiscalização e lutas contínuas, ainda que sob novas estratégias. Também não podemos negar que as demarcações de terras indígenas tiveram relativo avanço neste período, mas ainda insuficiente e, quase sempre, deixando de fora do território faixas de terra essenciais à reprodução física e especialmente cultural dos povos, como lugares sagrados e de vegetação endêmica ou ainda deixando de fora cabeceiras e nascentes de rios e igarapés.

Com a abertura política e a nova forma do velho capitalismo, o neoliberalismo dos anos 90, o movimento indígena e parte das organizações de apoio perdem, inicialmente parcialmente, as formas clássicas de mobilização e as estratégias do capitalismo começam a, mais uma vez, minar os focos de resistência sob uma suposta superação dos embates e o fim da necessidade das lutas. É como se anunciassem o fim da história. È a partir desta compreensão que os povos indígenas do Acre, compreendidos na região já mencionada, sofrem um brutal enfraquecimento das lutas e mobilizações inclusive na relação com outros seguimentos como os seringueiros, naquilo que havia ficado conhecido como articulação dos povos da floresta. Aparece então, como discurso do indigenismo oficial uma divisão do tempo[2], grosso modo distribuído assim: Tempo das malocas; Tempo das correrias; Tempo do cativeiro e Tempo dos direitos, até os dias de hoje.

“Esse novo tempo não só tem sido marcado pelo avanço nos processos de reconhecimento e regularização das terras indígenas e conquista da autonomia da comercialização, mas também pela capacitação dos professores bilíngües, agentes de saúde, agentes agroflorestais, constituição e legitimação de diferentes organizações do movimento indígena.”  
(Adaptado de Índios no Acre - História e Organização. CPI/AC, 2002)

Essa divisão da história tem por finalidade justamente neutralizar as mobilizações e as lutas por direitos. Se no tempo do direito todos os direitos já foram conquistados, então porque lutar? No tempo dos direitos chegam mesmo a anunciarem o “tempo do governo dos Índios” que corresponde justamente à ascensão de um grupo político, resultante de uma frente de partidos liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) conhecida como Frente Popular do Acre (FPA), que inaugura já com a eleição de Jorge Viana para governador em 1999 o que chamaram de Florestania sob o slogan “Governo da Floresta” que permanece até hoje. O chamado tempo dos direitos vem justamente para negar direitos aos povos indígenas e desarticular suas formas de lutas.

Longe de estarmos no tempo dos direitos e menos ainda do tempo do governo dos índios, os povos indígenas continuam marginalizados e desrespeitados em todas as formas, o que passaremos a demonstrar agora numa análise rápida da atual situação no que se refere a direitos essenciais e básicos como Saúde, Movimento indígena e Terra e Usufruto.

Saúde e Movimento indígena:

Durante a década de 1990, o movimento indígena no Acre ganha mais visibilidade e passa a ter uma importante participação na política partidária. Com a ascensão da FPA o movimento indígena se sente mais próximo do poder e muitas vezes no próprio poder, já que o então Governador Jorge Viana cria a SEPI – Secretaria Especial dos Povos Indígenas, cujo Secretário escolhido foi o Sr. Francisco Pinhanta, do povo Ashaninka do Rio Amônia. A SEPI aparece como substituta do Movimento Indígena e se torna o braço do governo nas aldeias.

A pseudo aproximação com o poder trás ainda uma maior facilidade de acesso a recursos públicos Estaduais e Federais. Tudo dentro do novo conceito de “gestão”. A UNI AC- União das Nações indígenas do Acre assume um importante papel. Entretanto, a sedução levou a UNI AC a firmar convênio, em 2000, com a FUNASA para a execução das ações dos dois DSEIs, Alto Juruá e Alto Purus. Essa atitude marcaria profundamente os rumos do movimento indígena no Acre e levaria ao colapso tanto a UNI AC quanto as demais organizações e, principalmente levaria os povos indígenas a perderem o controle social.

Assumindo o papel de gestora dos serviços, a Uni se distancia das discussões nas comunidades e tem todo o seu tempo voltado quase que exclusivamente para a gestão e deixa de fazer política e apresentar propostas. Por outro lado, a FUNASA se vê livre para praticar seus desmandos e acusar os indígenas de ineficientes entre outras.A FUNASA, ainda em 2004, se recusa a renovar o convênio com a Uni, alegando problemas administrativos e má utilização de recursos. Sem condição gerencial, política e administrativa, a Uni é oficialmente extinta em 2005.

O fim da Uni deixa um enorme vazio na política indigenista como um todo e principalmente na política de atenção à saúde, terra e Educação. Há uma grande perplexidade sobre os caminhos a serem percorridos e em relação ao Movimento Indígena. Passa a ser urgente a criação de novos espaços para reflexão. Mas, esses espaços são negados e obscurecidos por força da ação político partidária que ainda atua de maneira decisiva e controla os recursos destinados à saúde e aos demais setores da vida Indígena. O que se vê é um verdadeiro “proselitismo” político partidário.
Reunião do Governador com assessoria indígena
A Secretaria (SEPI), que já no governo do Binho Marques passou a ser apenas uma assessoria indígena, que deveria viabilizar a presença indígena nos espaços de decisão e fiscalização, na verdade funciona como um anteparo, impedindo que os índios tenham acesso. Além disso, as lideranças indígenas afinadas com o projeto da FPA recebem salários e outros benefícios do governo, ficando impedidas de se manifestar em favor do próprio povo. Enquanto o governo escolhe alguns indígenas e uma série de pessoas ligadas a ONGs para propagandear o Governo da Floresta, como nesta foto que mostra uma reunião do governador com assessores para assuntos indígenas, setores essenciais como educação e saúde são abandonados.

Desnutrição no coração do Acre
Em 2011, liderados pela Federação Hunikui, cerca de 300 representantes dos mais diversos povos, acamparam na sede da FUNASA em Rio Branco e lá permanecendo por nove meses. Os indígenas denunciavam as péssimas condições de saúde vividas nas comunidades e denunciavam o desvio de verbas destinadas à saúde indígena. Mesmo com uma ocupação tão longa, os indígenas não conseguiram avançar em suas reivindicações.

Em mais uma tentativa de serem ouvidos e para que o governo tomasse providências, os próprios indígenas, realizaram o I Seminário de Saúde Indígena do Acre, de 08 a 12 de agosto de 2011, mantido com recursos próprios e sem nenhum apoio público. Deste Fórum saiu um documento chamado Carta dos povos indígenas, cujo resultado até agora não foi visto.

Até a instalação do dos filtros foi errada
 Entre final de dezembro de 2011 e final de janeiro de 2012, ocorreram 22 mortes de crianças indígenas com menos de cinco anos de idade nas aldeias dos povos Madjá (Kulina) e Hunikui (Kaxinawa) da terra indígena Alto Purus, município de Santa Rosa do Purus. Todas as vítimas de diarréia e, principalmente do descaso das autoridades. Em viagem realizada às aldeias constatamos, e eu fiz questão de me fazer presente, que o descaso é tamanho que os indígenas não dispõem se que de água potável. A Secretaria de Estado de saúde, por meio do Proacre, distribuiu cerca de 180 filtros, mas vejam na foto como foram instalados de maneira errada, com as velas do lado de fora. Muitos indígenas estão morrendo como denuncia a matéria jornalística emhttp://www.contilnet.com.br/Conteudo.aspx?ConteudoID=17074.  Isso é mais uma prova de que os indígenas não tem valor neste grande mercado, ou vitrine, que quer ser o Acre.


Escola?
Na educação, por falta de fiscalização, os desmandos são semelhantes. O mais cruel de toda essa realidade é que o governo se cercou dos meios de comunicação e de ONGs, além de alguns indígenas escolhidos a dedo, para construir uma gigantesca nuvem de fumaça que impede a população em geral e especialmente os financiadores estrangeiros de enxergarem a realidade. Essas fotos são do que o governo chama de escolas modelo de educação escolar indígena. As mesmas escolas, quando construídas às margens da BR 364, por exemplo, costumam se de melhor qualidade. Afinal, se vive de propaganda!
Escola modelo, Alto Rio Envira
As escolas indígenas localizadas nas cabeceiras dos rios e igarapés, não raras vezes, se encontram em estado deplorável. O que nos choca ainda mais é saber que a parte física é a parte visível, logo, como não será a parte invisível como a metodologia e o acompanhamento pedagógico dos professores?

Terra e usufruto:

Se os problemas indígenas são exclusivamente de gestão, logo não faz mais sentido demarcar terras. As terras a serem demarcadas deverão tomar um destino “mais útil” e economicamente mais viável. È com essa concepção que desde 2000, todos os processos de demarcação de terra indígena no acre estão paralisados[3]. Três terras indígenas, a dos Nawa, a dos Apolima-Arara e a dos Kuntanawa são brutalmente questionadas na justiça. Apenas a Terra dos Apolima-Arara tem o seu processo avançado por causa de uma determinação da justiça. Portanto, a única terra indígena cujo processo de demarcação não foi paralisado nestes anos todos foi a dos Apolima-Arara depois de muita briga na justiça e mesmo assim, a terra ainda é questionada e se encontra totalmente invadida por não índios.

Situação Fundiária do Acre – dez/2011

Situação das T. Indígenas no Acre

Registrada
Homologadas
Declaradas
Reservas/Dominiais
A Identificar
Sem providencias
Total
25 terras
00 terra
01 terras
01 terra
07 terras
04
37 terras

Situação das T. Indígenas no sul do Amazonas (Boca do Acre) e noroeste de Rondônia

Registrada
Homologadas
Declaradas
Reservas/Dominiais
A Identificar
Sem providencias
Total
06 terras
00 terra
00 terra
00 terra
07 terras
01
14 terras

Situação das T. Indígenas do Acre, sul do Amazonas e noroeste de Rondônia (Boca do Acre e Extrema)

Registrada
Homologadas
Declaradas
Reservas/Dominiais
A Identificar
Sem providencias
Total
31 terras
00 terra
01 terras
01 terra
14 terras
04
51 terras

OBS: Os isolados do Parque Nacional da Serra do Divisor não aparecem nessa lista por falta de relatório atualizado.
* São as que cumpriram todo o ritual previsto no decreto 1775/96, cuja última etapa é justamente o registro no patrimônio da União.
**São as terras que obtiveram a homologação através da assinatura do presidente da República.
*** São as que receberam a portaria declaratória publicada pelo Ministro da Justiça.
**** São as terras ocupadas por indígenas mas que não são consideradas de ocupação tradicional.

Se somarmos as terras indígenas a serem identificadas com as sem nenhuma providência, teremos o assustador número de pelo menos 18 terras a serem demarcadas. É neste contexto que aparece a nova forma de usurpar os direitos dos povos indígenas, com pomposos nomes entre eles os de Pagamentos por Serviços Ambientais, REDD, mercado de carbono.

Nos acampamentos, tristezas e sonhos
A face mais cruel dessa triste realidade de indígenas sem terra em plena a Amazônia, é manifesta no total abandono do povo Jaminawa que, sem ter terra e nem para onde ir, fica em grande número vagando pelas ruas das cidades, especialmente em Rio Branco e Sena Madureira. Os Jaminawa, na verdade não é apenas um povo, mas pelo menos quatro povos e são tratados pelo poder público como resto, escória da sociedade. Vivem acampados às margens dos rios e periferia das cidades em situação desumana.

às vezes, pedir é única saída
O Governo sempre realiza uma “operação limpeza”, quando junta os indígenas que estão principalmente na cidade de Rio Branco e os leva, segundo ele para “suas terras”. Com isso a única coisa que o governo consegue é aprofundar a idéia de que os índios estão nas cidades porque são preguiçosos e não querem trabalhar a terra. Mas não tem coragem de dizer que estão nas cidades justamente porque teve suas terras roubadas e porque o governo tem planos “mais nobre” para essas terras.

“Desde o início de 2004, a Funai prometeu mandar um GT para fazer a identificação da terra e até agora nada aconteceu.” (Depoimento do Sr. José Correia Jaminawa)

ìndios acampados às margens do rio Yaco
È nesta triste realidade que o Governo do Estado e suas ONGs, sob pretexto de formar os indígenas para serem gestores, estão entrando nas aldeias com a mais nova forma de se apropriar dos bens de usufruto exclusivo dos índios, sejam eles materiais ou imateriais. A arma agora são os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), especialmente o REDD. Chega a ser vergonhosa como a forma que essas ONGs e governo atuam. Primeiro cuidaram para que nenhuma nova terra fosse demarcada. Depois fizeram um minucioso levantamento das potencialidades existentes nas terras já demarcadas ou em vias, por meio do que chamaram de etnozoneamento e, por fim, apresentam aos povos indígenas, como única forma de remissão, os contratos de venda de carbono. Para isso o Governo Estadual cuidou de aprovar a lei 2.308/2010 e as ONGs iniciaram uma série de “oficinas” com algumas lideranças indígenas a fim de fazê-las acreditar que os tais contratos significam suas cartas de alforria.

“Com o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a relação com a natureza passa a ser mercantilista, ou seja, os princípios de respeito do ser humano para com a natureza passam a ter valor de mercado e medidos nas bolsas de valores. O dinheiro resolve tudo, paga tudo. Ao aceitarem fazer contratos de REDD, as comunidades indígenas obrigam-se a ceder suas florestas por 30 anos, não podendo mais utilizá-las, sob pena de serem criminalizadas. É o "pagador" quem vai definir o que o "recebedor" pode ou não fazer; ficam subordinadas às grandes empresas transnacionais e governos internacionais. Esses "contratos de carbono" ferem a Constituição Federal, que garante aos povos indígenas o usufruto exclusivo do seu território. O povo perde a autonomia na gestão de seu território, em troca de ter os recursos naturais integrados ao mercado internacional”.[4]

Talvez a maior contribuição dos povos indígenas para a humanidade em geral seja justamente não se inserir cegamente no mercado e isso está gravemente ameaçado com o modelo defendido pelo Governo do Acre, expresso claramente na inconstitucional lei 2.308/2010.

Referências Bibliográficas

Cimi Regional Amazônia Ocidental (1997) Relatório de sistematização 25 anos.

Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour FEM e Cimi (2002) Povos do Acre
História Indígena da Amazônia Ocidental. FEM, 2002.

Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour FEM (2010) Povos Indígenas no Acre. FEM, 2010.

Kaxinawa, Paulo Maná Joaquim e CPI/AC (2002) Índios no Acre História e Organização. MEC. 2002.

Ochoa, Maria Luiza Pinedo & Teixeira, Gleyson de Araújo (orgs.) Aprendendo com a natureza e conservando nossos conhecimentos culturais.  -- Rio Branco -- Acre: Comissão Pró-Índio do Acre, 2006

Fotos:
Foto1: Reunião da assessoria indígena com o Governador Tião Viana e o Secretário de Meio Ambiente Edgard de Deus (Copiada de Raízes e Tronqueiras)
Foto2: Criança Madjá em grave estado de desnutrição (Foto de Lindomar Padilha, arquivo do Cimi)
Foto 3: Filtro instalado errado na T.I Purus (foto Rodrigo José Domingues, arquivo do Cimi)
Fotos 4 e 5: Estado de abandono da Educação Escolar Indígena (Fotos Ana Patrícia Chaves, arquivo do Cimi)
Foto 6, 7 e 8: Indígenas Jaminawa em acampamentos e pedindo. (fotos Rosenilda Nunes Padilha, arquivo do Cimi)


[1] Inúmeros indígenas foram mortos e até povos inteiros extintos. Merece uma atenção especial e uma leitura diferenciada a situação das mulheres indígenas neste período. Alguns autores falam de “restos” de índios.
[2] A Comissão Pró-Índio do Acre – CPI/AC passa a ser principal ONG a difundir essa idéia da divisão do tempo mesmo tendo uma importante participação na luta pelo direito à terra e outros, a partir de fins da década de 70 do século passado e sabendo que o período não se esgotou. O governo da FPA adota a mesma divisão para evitar novas demarcações de terra e para afirmar e difundir a idéia de que a questão indígena no acre é apenas “problema de gestão” dos próprios indígenas.
[3] Em 20 de abril de 2005 o então administrador regional da FUNAI, Sr. Antônio Pereira Neto, escreve à coordenadoria geral da CGID/DAF reclamando do posicionamento contrário por parte do Governo do Acre, à identificação da terra indígena Guanabara, do povo Manchineri, por exemplo.
[4] Posição expressa em nota pública pelo Cimi em 03 de fevereiro de 2012.

“Computador” grego calculava eclipses e data das Olimpíadas Mecanismo de Anticítera está associado a Siracusa, cidade natal de Arquimedes

Antiga calculadora astronômica utilizada pelos gregos para determinar a posição do Sol, da Terra e 
da Lua, superou por mais de 1.000 anos, qualquer dispositivo conhecido. O instrumento também era usado para calcular datas de eventos mais comuns, como as próximas Olimpíadas. Um projeto desses, só poderia ter sido obra de um cientista brilhante: Arquimedes.

Anticítera o misterioso computador de 2 mil anos

Esses e outros segredos foram desvendados através de fragmentos de bronze do mecanismo de Anticítera, um instrumento semelhante a um relógio, descoberto em 1901 por mergulhadores de procuravam esponjas próximo à ilha grega de Anticítera, entre Cítera e Creta.

Membros do Projeto de Pesquisa do Mecanismo de Anticítera (AMRP) e seus colegas usaram dados de alta resolução de varredura em raios X, para decifrar inscrições de 1,7 milímetros de altura em um mostrador espiral na parte posterior do instrumento. Na espiral de cinco voltas estavam entalhados 235 conjuntos de sinais que indicavam os meses de um calendário de 19 anos – conhecido como calendário metônico.

Esse calendário era usado desde a época dos babilônios para explicar o fato de que 12 meses lunares somam apenas 354 dias – 11 a menos que o ano solar. Engrenagens atrás do mostrador moviam um ponteiro que indicava inscrições específicas no mostrador.
Fragmentos e desenho do Anticitera
Conforme foi publicado pela revista Nature, a equipe conseguiu, pela primeira vez, identificar alguns meses que coincidiam com os meses dos calendários então utilizados nas colônias coríntias a noroeste da Grécia, sugerindo que o mecanismo deve ter se originado naquela região.

O nome de sete dos meses identificados coincidiam com um calendário usado em uma parte da Sicília, provavelmente colonizada por gregos de Siracusa no século 4 a.C. Siracusa é a cidade natal de Arquimedes, o versátil cientista que segundo uma história apócrifa, saiu da banheira gritando “Eureka!” (Descobri!). Essa descoberta de Arquimedes lhe permitiu verificar se a coroa do rei era feita de ouro maciço, mergulhando-a em água e medindo o volume de líquido deslocado.

Acredita-se que o mecanismo de Anticítera, construído entre 150 e 100 a.C., tenha afundado no trajeto entre a ilha grega de Rodes e Roma, na época uma rota comercial importante. Embora Arquimedes tenha morrido em 212 a.C., muito antes portanto, para ter construído esse mecanismo, o filósofo romano Cícero atribuiu a ele um dispositivo similar.

“É possível que esse mecanismo seja uma espécie de sucessor de sua invenção,” sugere o autor do estudo Alexander Jones, historiador de ciências antigas do Instituto para Estudos do Mundo Antigo da New York University.

Qualquer que tenha sido a finalidade do instrumento atribuído a Arquimedes, explica Jones, o uso do calendário coríntio indica que o mecanismo de Anticítera não foi construído para eruditos, ao 
contrário, deve ter sido usado para ensinar astronomia para leigos.

Reforçando essa interpretação, pesquisadores descobriram que as inscrições em um mostrador menor, dentro do metônico, indicavam os locais e os nomes dos jogos pan-helênicos, eventos esportivos extremamente populares dos quais os mais famosos eram as Olimpíadas.

Os jogos aconteciam a cada quatro anos e cada quarto de volta do mostrador indicava os jogos daquele ano. “Embora isso não tivesse interesse científico, tinha forte conotação humana e social,” esclarece Jones.

O mecanismo era bastante adequado para a previsão de eclipses – provável função de um segundo mostrador com quatro espirais na parte de trás do aparelho.


As 223 divisões do mostrador correspondiam aos meses do ciclo de Saros, outro calendário antigo – com um ciclo de 18 anos – que servia para acompanhar eclipses. Pesquisadores já haviam identificado anteriormente que 16 dessas divisões eram marcadas com glifos ou conjuntos de caracteres, que indicavam eclipses solares e lunares. A equipe aumentou esse número para 18.

O padrão de glifos era extremamente preciso: houve coincidência nas datas de 100 eclipses que ocorreram nos quatro últimos séculos a.C., com as datas calculadas pela Nasa. “Pode-se partir de qualquer dessas datas e todos os glifos conhecidos coincidirão com eclipses reais,” observa o autor do estudo Tony Freeth, de Cardiff, País de Gales, ex-matemático e membro do AMRP.
O dispositivo, contudo, não conseguia predizer a hora exata do eclipse. Um mostrador interno dividido em três sessões podia especificar o número de horas a ser acrescentado ao horário do eclipse indicado pelo glifo.

Os autores não conseguiram descobrir um meio de fazer os horários coincidirem com aqueles calculados pela Nasa. Eles suspeitam que o marcador do dispositivo utilizava um método impreciso para calcular os horários.

Essa falha, no entanto, não diminui a originalidade do mecanismo de Anticítera, “que tem por trás dele um verdadeiro gênio” acrescenta Freeth. Particularmente engenhoso, é o mecanismo dotado de um pino e uma fenda que se encontra na frente do instrumento que indicava as posições do Sol, Terra e Lua.
Fonter: http://www.megacurioso.com.br/


Antigo Império Egípcio - História do Antigo Império Egípcio



 Tutankamon
Quando se fala no Egito da Antiguidade, as
primeiras coisas que nos vêm à mente são as imagens das grandes pirâmides, as múmias e artefatos dos museus, os templos e a atmosfera de aventura que cerca tudo o que diz respeito ao tempo dos faraós, que a literatura e o cinema nos mostram como sempre presentes nas expedições arqueológicas. No entanto muito já se sabe a respeito do modo de vida, da estrutura social, da estrutura econômica, das relações políticas do Egito faraônico. Mas muitas vezes a circulação dessas informações fica restrita ao meio acadêmico ou a umas poucas centenas de pesquisadores dedicados. Infelizmente há muitas coisas que não chegam a público, propiciando a formulação de idéias fantasiosas que não são comprováveis, engrossando um extenso hall de crenças sobre a cultura egípcia, difícil de ser combatido.

 No decorrer de mais de três mil anos, o Egito passou por períodos de grande brilho, mas também de declínio e de oscilações políticas. A história egípcia costuma ser dividida em: - Período pré-dinástico - Período dinástico Período pré-dinástico (5000 - 3200 a.C) Desde 5000 a.C, o Egito era habitado por povos que viviam em clãs, chamados nomos. Estes nomos eram independentes uns dos outros, mas cooperavam entre si quando tinham problemas em comum. Essas relações evoluíram e levaram a formação de dois reinos independentes: Reino do Baixo Egito --> união dos nomos do Norte Reino do Alto Egito --> união dos nomos do Sul Por volta de 3220 a.C., esses dois reinos foram unificados por Menés, que se tornou o primeiro faraó, o governante absoluto do Egito, considerado um verdadeiro Deus na Terra.

 O faraó usava uma coroa dupla para demonstrar que era o rei do Alto e Baixo Egito. Menés fundou, assim, a primeira dinastia de faraós, finalizando o período Pré-dinastico. Período dinástico (3200 - 1085 a.C) Foi durante o período dinástico que se deu o crescimento territorial, econômico e militar do Egito. Este período é dividido em: Antigo Império (3200 - 2423 a.C) Durante o Antigo Império, os faraós conquistaram enormes poderes no campo religioso, militar e administrativo. Essa época foi conhecida como a época das pirâmides. O primeiro a criar uma pirâmide foi o rei Djezer e seu arquiteto Imhotep, em Sakara. Mais tarde um outro faraó, Snefer, inspirado nessa pirâmide construiu três pirâmides, porque só a ultima tinha condições de abrigar a múmia do rei. O filho (Kufu ou Keops), o neto (Quefrem) e o bisneto (Mikerinos) de Snefer construíram as magníficas pirâmides de Gizé. A família da 5ª dinastia talvez tenha sido a família mais poderosa de toda a historia do Egito.



 A sociedade era dividida em funcionários que auxiliavam o faraó e uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, ás construções e arcavam com pesados tributos. No Antigo Império, a capital do Egito foi, primeiro, a cidade de Tinis; depois, a de Mênfis. Por volta de 2400 a.C., O Império Egípcio foi abalado por uma série de revoltas lideradas pelos administradores de províncias. O objetivo destas era enfraquecer a autoridade do faraó. Com a autoridade enfraquecida, o poder do faraó declinou, a sociedade egípcia desorganizou-se e o Egito viveu um período de distúrbios e guerra civil. Médio Império (2160 - 1730 a.C.) Representantes da nobreza de Tebas conseguiram reunir forças para acabar com as revoltas que abalavam o Egito. Essa cidade acabou tornando-se a capital do Império Egípcio. Dela surgiram novos faraós que governaram o império nos séculos seguintes

. Durante o Médio Império, o Egito atingiu certa estabilidade política, crescimento econômico e florescimento artístico. Isso impulsionou a ampliação das fronteiras, levando a conquista militar da Núbia. Por volta de 1750 a.C., o Egito foi invadido pelos hicsos (povo nômade vindo do Oriente Médio), que se mostraram superiores aos egípcios em termos de técnicas militares. Dessa forma os invasores conseguiram dominar a região norte do Egito e estabelecer a capital em Ávaris. Assim permaneceram por, aproximadamente, 170 anos. Novo Império (1500 - 1085 a.C.) Novamente a nobreza de Tebas reuniu forças e conseguiu expulsar os hicsos, restabelecendo a unidade política do Egito. Iniciou-se, então, o Novo Império. Usando técnicas militares aprendidas com os hicsos, os faraós organizaram exércitos permanentes, lançando-os em guerras de conquistas. Assim, invadiram territórios do Oriente Médio, dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia.

 Os povos dominados eram obrigados a pagar tributos ao faraó em forma de ouro, escravos, alimentos, artesanato etc. Nessa época é que existiu os faraós mais famosos, como Hatchepsut, Akenaton, RamséQuando se fala no Egito da Antiguidade, as
primeiras coisas que nos vêm à mente são as imagens das grandes pirâmides, as múmias e artefatos dos museus, os templos e a atmosfera de aventura que cerca tudo o que diz respeito ao tempo dos faraós, que a literatura e o cinema nos mostram como sempre presentes nas expedições arqueológicas. No entanto muito já se sabe a respeito do modo de vida, da estrutura social, da estrutura econômica, das relações políticas do Egito faraônico. Mas muitas vezes a circulação dessas informações fica restrita ao meio acadêmico ou a umas poucas centenas de pesquisadores dedicados. Infelizmente há muitas coisas que não chegam a público, propiciando a formulação de idéias fantasiosas que não são comprováveis, engrossando um extenso hall de crenças sobre a cultura egípcia, difícil de ser combatido.


 No decorrer de mais de três mil anos, o Egito passou por períodos de grande brilho, mas também de declínio e de oscilações políticas. A história egípcia costuma ser dividida em: - Período pré-dinástico - Período dinástico Período pré-dinástico (5000 - 3200 a.C) Desde 5000 a.C, o Egito era habitado por povos que viviam em clãs, chamados nomos. Estes nomos eram independentes uns dos outros, mas cooperavam entre si quando tinham problemas em comum. Essas relações evoluíram e levaram a formação de dois reinos independentes: Reino do Baixo Egito --> união dos nomos do Norte Reino do Alto Egito --> união dos nomos do Sul Por volta de 3220 a.C., esses dois reinos foram unificados por Menés, que se tornou o primeiro faraó, o governante absoluto do Egito, considerado um verdadeiro Deus na Terra.

 O faraó usava uma coroa dupla para demonstrar que era o rei do Alto e Baixo Egito. Menés fundou, assim, a primeira dinastia de faraós, finalizando o período Pré-dinastico. Período dinástico (3200 - 1085 a.C) Foi durante o período dinástico que se deu o crescimento territorial, econômico e militar do Egito. Este período é dividido em: Antigo Império (3200 - 2423 a.C) Durante o Antigo Império, os faraós conquistaram enormes poderes no campo religioso, militar e administrativo. Essa época foi conhecida como a época das pirâmides. O primeiro a criar uma pirâmide foi o rei Djezer e seu arquiteto Imhotep, em Sakara. Mais tarde um outro faraó, Snefer, inspirado nessa pirâmide construiu três pirâmides, porque só a ultima tinha condições de abrigar a múmia do rei. O filho (Kufu ou Keops), o neto (Quefrem) e o bisneto (Mikerinos) de Snefer construíram as magníficas pirâmides de Gizé. A família da 5ª dinastia talvez tenha sido a família mais poderosa de toda a historia do Egito.

 A sociedade era dividida em funcionários que auxiliavam o faraó e uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, ás construções e arcavam com pesados tributos. No Antigo Império, a capital do Egito foi, primeiro, a cidade de Tinis; depois, a de Mênfis. Por volta de 2400 a.C., O Império Egípcio foi abalado por uma série de revoltas lideradas pelos administradores de províncias. O objetivo destas era enfraquecer a autoridade do faraó. Com a autoridade enfraquecida, o poder do faraó declinou, a sociedade egípcia desorganizou-se e o Egito viveu um período de distúrbios e guerra civil. Médio Império (2160 - 1730 a.C.) Representantes da nobreza de Tebas conseguiram reunir forças para acabar com as revoltas que abalavam o Egito. Essa cidade acabou tornando-se a capital do Império Egípcio. Dela surgiram novos faraós que governaram o império nos séculos seguintes

. Durante o Médio Império, o Egito atingiu certa estabilidade política, crescimento econômico e florescimento artístico. Isso impulsionou a ampliação das fronteiras, levando a conquista militar da Núbia. Por volta de 1750 a.C., o Egito foi invadido pelos hicsos (povo nômade vindo do Oriente Médio), que se mostraram superiores aos egípcios em termos de técnicas militares. Dessa forma os invasores conseguiram dominar a região norte do Egito e estabelecer a capital em Ávaris. Assim permaneceram por, aproximadamente, 170 anos. Novo Império (1500 - 1085 a.C.) Novamente a nobreza de Tebas reuniu forças e conseguiu expulsar os hicsos, restabelecendo a unidade política do Egito. Iniciou-se, então, o Novo Império. Usando técnicas militares aprendidas com os hicsos, os faraós organizaram exércitos permanentes, lançando-os em guerras de conquistas. Assim, invadiram territórios do Oriente Médio, dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia.

 Os povos dominados eram obrigados a pagar tributos ao faraó em forma de ouro, escravos, alimentos, artesanato etc. Nessa época é que existiu os faraós mais famosos, como Hatchepsut, Akenaton, Ramsés - O Grande, entre outros. A Rainha Hatchepsut governou o Egito, mesmo sendo uma mulher, e não foi um mal governo: ela construiu maravilhosos monumentos que são muito conhecidos hoje em dia, mas depois de morta seu nome foi apagado. Os egípcios não gostava da idéia de terem sidos governados por uma mulher. Ramsés, O Grande além de ter sido um grande guerreiro foi um grande construtor, foi ele que construiu os templos em Abu Simbel, ele é até citado na bíblia, na historia de Moisés ele seria o faraó que se recusou a soltar o "povo de Moisés". Akenaton foi um grande revolucionário, ele implantou o monoteísmo, fazendo todos acreditarem apenas em Aton o deus Sol. Ele também mudou a capital do Egito de Tebas para El-amarna. Mas depois seu filho, Tutankamon voltou a antiga capital do Egito. Tutankamon se tornou famoso por sua tumba encontrada intacta. Ele tinha 9 anos quando virou faraó e morreu aos 18. A partir de 1167 a.C., o Império Egípcio foi agitado por revoltas populares, entrando em período de decadência. A maioria da população era sobrecarregada de impostos e afundava em crescente pobreza. Enquanto isso, o faraó e sua família, os chefes militares e os sacerdotes exibiam luxo, riqueza e poder.


Piramides 
 Decadência do Egito Depois do século XII a.C., o Egito foi sucessivamente invadido por diversos povos. Em 670 a.C., os assírios conquistaram o Egito, dominando-o por oito anos. Após liberta-se dos assírios, o Egito começou uma fase de recuperação econômica e brilho cultural conhecida com renascença saíta. Essa fase recebeu esse nome porque a recuperação egípcia foi impulsionada pelos soberanos da cidade de Sais. A prosperidade, porém, durou pouco. Em 525 a.C., os persas conquistaram o Egito. Quase dois séculos depois vieram os macedônicos, comandados por Alexandre Magno, e derrotaram os persas. Finalmente, retirando Cleópata do trono de faraó, o Egito foi dominado pelos romanos, que governaram por 600 anos, até a conquista Árabe.s - O Grande, entre outros. A Rainha Hatchepsut governou o Egito, mesmo sendo uma mulher, e não foi um mal governo: ela construiu maravilhosos monumentos que são muito conhecidos hoje em dia, mas depois de morta seu nome foi apagado. Os egípcios não gostava da idéia de terem sidos governados por uma mulher. Ramsés, O Grande além de ter sido um grande guerreiro foi um grande construtor, foi ele que construiu os templos em Abu Simbel, ele é até citado na bíblia, na historia de Moisés ele seria o faraó que se recusou a soltar o "povo de Moisés". Akenaton foi um grande revolucionário, ele implantou o monoteísmo, fazendo todos acreditarem apenas em Aton o deus Sol. Ele também mudou a capital do Egito de Tebas para El-amarna. Mas depois seu filho, Tutankamon voltou a antiga capital do Egito. Tutankamon se tornou famoso por sua tumba encontrada intacta. Ele tinha 9 anos quando virou faraó e morreu aos 18. A partir de 1167 a.C., o Império Egípcio foi agitado por revoltas populares, entrando em período de decadência. A maioria da população era sobrecarregada de impostos e afundava em crescente pobreza. Enquanto isso, o faraó e sua família, os chefes militares e os sacerdotes exibiam luxo, riqueza e poder.

 Decadência do Egito Depois do século XII a.C., o Egito foi sucessivamente invadido por diversos povos. Em 670 a.C., os assírios conquistaram o Egito, dominando-o por oito anos. Após liberta-se dos assírios, o Egito começou uma fase de recuperação econômica e brilho cultural conhecida com renascença saíta. Essa fase recebeu esse nome porque a recuperação egípcia foi impulsionada pelos soberanos da cidade de Sais. A prosperidade, porém, durou pouco. Em 525 a.C., os persas conquistaram o Egito. Quase dois séculos depois vieram os macedônicos, comandados por Alexandre Magno, e derrotaram os persas. Finalmente, retirando Cleópata do trono de faraó, o Egito foi dominado pelos romanos, que governaram por 600 anos, até a conquista Árabe.

Fonte:http://viagemmundo.com.br/

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Conflito Árabe-Israelense


Há décadas, judeus e árabes reivindicam direitos sobre a região da Palestina. A criação do estado judeu no território da Palestina se deu a partir do movimento sionista, que surgiu no fim do século XX na Europa, na tentativa de devolver aos judeus a região de onde haviam sido expulsos na Idade Antiga.

Após a derrota do Império Turco Otomano na Primeira Guerra Mundial, a região da Palestina ficou sob o domínio dos britânicos, que se comprometeram a ajudar a construir um estado livre e independente para os judeus. Até então, o convívio entre os povos árabes e as comunidades judaicas era relativamente pacífico, tanto que seus representantes chegaram a propor a instituição de um Estado único, no qual todos teriam liberdade religiosa e política. Essa medida, no entanto, não foi efetivada porque o Império Britânico pretendia fixar seu domínio naquele território, o que se tornaria mais fácil com a oposição dos povos.

Entre as décadas de 1930 e 1940, com a ascensão do nazismo e a constante perseguição dos judeus na Europa, a migração dos povos judaicos para a região da Palestina se intensificou consideravelmente. No entanto, as áreas de assentamento de judeus e palestinos não foram delimitadas, dessa forma, dois grupos de características étnicas e religiosas muito distintas se viram obrigados a compartilhar o mesmo território. Nesse período, então, começaram a surgir os violentos conflitos entre árabes e israelenses.

Mapa de Israel e PalestinaDurante a Segunda Guerra Mundial, mais de 6 milhões de judeus foram massacrados pelos nazistas nos campos de concentração. Isso sensibilizou a opinião pública e aumentou o apoio por parte da comunidade internacional à instituição de um Estado judaico.

Assim, a recém-fundada ONU (Organização das Nações Unidas) consentiu, em 1947, a divisão da Palestina em duas partes: 57% do território para o Estado judeu e 43% para o Estado árabe. Embora a decisão não tenha sido aceita pelos árabes que já viviam na região, o Estado de Israel foi proclamado no ano seguinte.

A insatisfação do povo árabe fez com que, no ano de 1948, a Liga Árabe (Egito, Líbano, Jordânia, Síria e Iraque) invadisse Israel com o objetivo de reconquistar o território, dando início à Guerra de Independência. Os árabes, porém, não foram vitoriosos e ainda perderam territórios para os israelenses, o que aumentou para 75% o domínio de Israel. Nesse mesmo período o Egito assumiu o controle da Faixa de Gaza e a Jordânia recebeu a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

A luta do povo da Palestina passou a ter notoriedade política em 1964, com criação da OLP (Organização para a Libertação Palestina), que tentava recuperar os territórios ocupados por Israel por meio de guerrilhas. Em 1967, a tensão na região deu origem à Guerra dos Seis Dias, que fez com que mais de 500 mil palestinos fugissem para países vizinhos. Nessa época, a Faixa de Gaza, as Colinas de Golã (na Síria), o Sinai (no Egito), a Cisjordânia e Jerusalém Oriental foram ocupados por Israel.

Já no ano de 1973, eclodiu Guerra do Yom Kipour (Dia do Perdão): Egito e Síria atacaram as Colinas de Golã e o Sinai, tentando reconquistar as regiões perdidas em 1967, porém, foram derrotados mais uma vez. A ONU, então, determinou a devolução dessas regiões para os países árabes, o que não foi aceito pelos israelenses. O Estado de Israel, contrariamente, passou a expandir suas colônias pelos territórios árabes que havia ocupado. Ainda assim, a região do Sinai foi devolvida ao Egito anos mais tarde, e, em 1993, foi assinado o Acordo de Oslo, que propunha uma devolução gradativa da Cisjordânia e da Faixa de Gaza aos palestinos.

Há aproximadamente 20 anos, líderes religiosos mulçumanos criaram o Hamas, um grupo fundamentalista que não reconhece o Estado de Israel e defende a criação de um estado islâmico para toda a região da Palestina. O Hamas é tido como terrorista para os israelenses, já os palestinos o consideram uma organização que luta pelo direito desse povo de ter uma pátria.

O último conflito entre árabes e israelenses aconteceu em 2012, quando o chefe militar do Hamas foi morto por um ataque de Israel e, como resposta, integrantes do grupo lançaram 1500 projéteis. No mesmo período, a ONU aprovou a resolução em que a Palestina passa para a categoria de “Estado observador não membro”, com o voto de 138 países.

A paz nessa região parece ser uma realidade muito distante. Hoje ainda existem palestinos refugiados que almejam recuperar seu território, porém, os israelenses não admitem discussões sobre o retorno dessas pessoas. Além disso, a gritante diferença de ponto de vista entre a ANP, o Hamas e o governo israelense também impede que esse conflito chegue ao fim.

Fonte:.clickestudante.com